Como comecei a contar para vocês
no último post desta categoria,
quanto descobri que estava grávida já estava com 8 semanas de gestação....
Ahhhh... isso mesmo, e sem nenhum sinal de gravidez, pois estava “menstruando”
normalmente e usando anticoncepcional.
Segundo o site Tua Saúde, “não menstruamos durante a gravidez, por não termos período fértil. Em alguns
casos, há um pequeno sangramento no início da gravidez que pode ocorrer por rompendo
de pequenos vasos sanguíneos no útero, por infecção urinária, ou por problemas
mais graves, como gravidez ectópica ou descolamento da placenta ou ainda em outros
casos, como no meu, demorasse a descobrir a gravidez, por ocorrer um
sangramento bem parecido com a menstruação, situação que também deve ser avaliada
por um médico, pois também pode ser um
sintoma de aborto.”
Além de ter tido
sangramentos, eu estava com descolamento da placenta, e por sempre ter
sido muito magra, e possuir prótese no seio, não consegui notar sintomas como o
crescimento da barriga e inchaço dos seios. Para ser bem sincera, estava
ganhando um pesinho, e isso estava me deixando super feliz, e aumentando minha
autoestima. Minhas pernas deram uma engrossada e eu já estava me sentindo “a
gostosa”, rsss... Saudades daquelas pernas!
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Então, depois de da descoberta, o próximo passo era realizar um ultrassom, e ai veio mais uma
luta, pois na Cidade de Sales/SP não havia estrutura para este acompanhamento,
apenas pelo SUS, o qual poderia demorar meses. Foi então que conheci o Dr. Sergio Miguel Martins Quessada,
meu anjo da guarda, que atendia na cidade de Novo Horizonte e o qual possuía
aparelho de ultrassom na sua sala, ebaaaaaaa... Mas, como nem tudo são flores,
o aparelho estava estragado, e demoraria 1 mês para ser arrumado.
Hoje, recontando
esta história, acredito que DEUS já tinha um propósito escrito, e o meu
primeiro ultrassom foi realizado em Macaé/RJ, no dia 11 de outubro de 2013 (38
dias), pois estava lá para participar da cerimônia do casamento da minha irmã Bruna Tatiane.
Do dia da descoberta
até este dia, eu também só havia conversado com o meu marido e a minha família
por telefone. Assim, naquele dia, a primeira grande alegria foi poder abraçar
minha mãe, meus irmãos e minha sobrinha. O meu marido eu só vi no consultório,
na hora do ultrassom, pois ele tinha acabado de chegar de viagem e quase perde
este grande momento. Nem tivemos tempo de nos abraçar antes do ultrassom, e
sinceramente, até aquele momento parece que havia uma barreira entre nós.
Tínhamos que decidir
quem entraria na sala para assistir o ultrassom, pois somente era permito
entrar 2 pessoas, e estavam lá comigo meu pai, minha mãe, minha irmã, meu irmão
Pedro, meu marido, nosso grande amigo Diogo Socci, e minha sobrinha. Afff...
Então primeiro entrou meu marido e minha mãe, pedi que o médico liberasse minha
irmã e minha sobrinha, e depois meu irmão que seria o padrinho, e ficaram de
fora, porque não cabia mesmo, meu pai, que acompanhou todos os outros
ultrassons realizados em Sales e nosso amigo Diogo.
Começa a consulta, e
aparece aquele serzinho já bem visível se mexendo em meu ventre, acreditem, não
consegui chorar de tanta emoção, e porque na minha cabeça, se chorasse perderia
algum detalhe caso tivesse que limpar lágrimas, rs.
Gente, é um
sentimento indescritível, parecia que a magia da vida pairava sobre aquela
sala. Todos nós começamos então a rir e a chorar também, o papai então, não se
aguentava. Aí, o médico revela que eu já estava com aproximadamente 11 semanas,
e que minha placenta estava baixa, deveria procurar meu médico o mais breve
possível. Susto e medo descrevem bem oque senti.
Amanheceu, e era chegado
o tão sonhado dia do casório da minha irmã Bruna com o Victor Borges (casal
maravilhoso). E um grande susto: quase na hora de ir para o salão,
comecei a sentir dores fortes e fui parar no hospital, onde fiquei em
observação e saí fugida, porque senão perderia o casamento; além disso, eu era
madrinha, não podia aparecer como estava, coisa de mulher! Mas estávamos bem,
era só reflexo do desgaste da viajem longa de Sales a Macaé feita de ônibus.
Casamento
maravilhoso, muitos beijos e abraços, mas no outro dia já voltaria para a labuta,
e uma indecisão e pavor enorme me consomem, voltar ou não para Sales. Mas tinha
que honrar com meu compromisso, então no outro dia eu e meu pai voltamos, e
mais uma vez me distanciava do meu marido que seguia para Belo Horizonte/ MG.
No próximo post,
contarei como foi o retorno para Sales e a volta ao LAR.
E ai, oque você teria feito em meu lugar? Deixe aqui seu comentário.



2 comentários:
Foi um momento de muita emoção, e um privilégio poder participar deste momento tão especial.
Na verdade foram 2 momentos super especiais!!!! Te amo demais...
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